Rap

“Respeite quem soube chegar onde a gente chegou…”. O rap game é foda mermo hem!? Quem num escutou ainda, e quer saber qual é a do rap aconselho escutar as seguintes obras pra ter uma noção do que rola por trás da arte que a gente faz:

Gasper

DaGanja

Marcelo D2

Markão

Aí você começa a perceber alguns lados dos bastidores, da rua, de muita coisa. Tem que estar a fim, se preparar e partir pra cima mesmo.

Escutei um single ainda não pronto de Gasper há poucos minutos, depois de um grande amigo meu, um dos únicos a quem devo real lealdade aqui no trampo, e caralho. Casou. Man, eu odeio politicagem, eu prefiro que você me xingue, me diga, me mande um toque, me de uma indireta, mas num sorri pra mim querendo me foder não. Porque aí você me causa sentimentos que não são agradáveis em mim. O nome disso é pilantragem. Sou menino não, sei que em todo canto é a merma coisa, tem gente que faz qualquer coisa pra crescer, só num sei quais são os conceitos de crescimento que constam na cabeça deles. Como dica fica isso: O novo single do gang de Goiania vai vir pra deixar nego de boca aberta. Aliás, fechar muita boca também.

Paz e Equilíbrio.

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Algodão Doce

Só de olhar pra seu rosto eu já me sinto em paz com o mundão.
Pode ser efémero, sei lá. Mas o que importa é o que ta acontecendo agora, da nóia a calmaria.
Tempestade depois bonanza, mais uma vez, como num ciclo. Esse post é rapidim, espero que quem ler compreenda, esse é o nosso tempo.

Rosas e Halls.

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Alguns nascem com coração

O rap tem pai, muita gente sabe quem é considerado o pai dele. Não vou dizer nada a este respeito. Mas, da mãe ninguém fala. E essa mãe reconhece quem vive o rap, quem faz o seu com amor. Ela é legal com esses filhos, lhes provê coisas sonhadas por aqueles que caem de paraquedas no nosso terreno e acham que fazem parte de nossa cultura, sem fazer. Pra fazer, tem que amar, e como diz o cara que motivou esse post: “…quem for do time vai saber chegar…”. É a segunda vez que escrevo sobre ele, na primeira vez fiz com Diego (do 157 Nervoso) uma entrevista pro portal Bocada Forte. Hoje trocando uma idéia rápida durante o horário de almoço, decidi desta vez escrever sobre o mesmo de forma livre, só expondo minhas impressões e nossa amizade que foi firmada em conversas na internet e coisas em comum na personalidade. O moleque é verdadeiro mermo nas suas rimas, tem um flow original, idéias e opiniões fortes e fundamentadas. Sabe muito do jogo e ainda é novo. Torço muito por esse cara, muito mermo porque vejo sinceridade e um coração bom nele. Além do talento que salta aos ouvidos.

Sem me apegar a nenhum som em especial da sua mixtape, ou as coisas soltas em singles que ele me envia, posso dizer que o “menino” que rima sobre os excelentes instrumentais do Doxsoul, trabalha com vontade. Como ele mesmo diz: “quero fazer clássicos”. E tá fazendo alguns. Além de mim, vários maluco aqui em Salvador escutam, gostam e disseminam seu som. Porque? Porque “rap é tipo pan… quem tem o melhor … espalha rápido…” rs.

Ligado que o mundo num é a Disney, suas rimas são mesmo a trilha sonora da mãe do rap, pq “a mãe do rap precisa de clássicos, de verdades que saem do coração”. Hoje a gente conversou sobre outro grande, outro grande não, pra nos dois, o grande, o melhor do país e um dos melhores poetas do mundo. Brown. Ele é foda mermo, a cada rima nova, quem viaja no cara fica mais de cara. Dialeto renovado, levada atualizada, e mesmo assim num perde a pegada “G”, que tanto faz o gueto amar o que o cara faz e os boy ter vontade de se aproximar do mundo real pelo menos durante os minutos em que sua voz ecoa em seus falantes, no carro, no mp4, no iPod, sei lá onde. Mas voltemos, Brown já tá com sua carreira feita e consolidada, voltemos pro pai dos dois moleque que um dia cobrarão alguns escanteios pra ele finalizar de cabeça. Escutando suas músicas eu tenho certeza que num estou sozinho nesse mundão hipócrita pra caralho, e sei que muitos sentem o mesmo. Ainda tem gente que tem coragem de ser o que é, e vontade de cada vez mais se desfazer de mascaras sem precisar partir pro arrebento, mas se ele vier… farinha pouca, meu pirão primeiro.

Gasper, é sobre ele mermo, talento de Goiânia, um dos que eu mais gosto no Brasil, um cara que bota o coração nas rimas. Tomara que dentro de breve período seja também um dos mais escutados.

Essa é pra você irmão, c tá ligado ne!?

Gasper

Gasper

Paz e Equilíbrio.

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Carnaval

Então, faltam 7 dias exatos pra que o busu parta e me leve junto com uns amigos que fiz na Jorge Amado há alguns anos atrás. Alex e Rafael estarão por lá, junto comigo, aliás foi do primeiro que partiu o bendito convite, então é o inverso, estarei com eles, aliás, aliás, tamujunto! Adivinhou ou foi guiado pelos de luz…? acho que… :D É isso, vou pra Recife no carnaval, peço a Deus que me de o que realmente preciso na volta pra continuar os trampos. Farei minha parte. “O projeto” ta tomando forma, a minha forma, torce aí você também. Sem justificativas do porque ser assim. Capítulo II vem junto comigo la da terra do Faces do Subúrbio. Várias coisas irão pra rua nesse 2009, você é realmente um amante dessa cultura? Fique antenado em Salvador, Goiania, etc e tal. Porque, várias pedradas serão lançadas, leve fé. “…é um universo e eu verso celebrando, pedindo ao grande pai que continue apoiando…”

Ah, hoje não sei porque lembrei desse clipe aqui embaixo, então, toma ele aí. É coisa boa. :)

Deleite-se no equilíbrio e como consequencia, na paz.

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=D

Leve fé, eu to escutando Victor e Leo no momento em que escrevo essas linhas. Digo Digo (Classe A) me mandou alguns presentes em forma de batidas e melodias que me deixaram assim: =D. Agora é cum noiz. Provalmente minha volta real aos estúdios se dará depois do carnaval. Tenho algumas coisas pensadas, algumas parcerias firmadas e algumas letras escritas, essa primeira etapa será um cartão de visita do Dinossauro (Lázaro que nos chamou assim, a mim e a Gomez, sábado passado na Tereza Batista). É, é isso mesmo, pra você que não sabe, sou MC das antiga, com pouca coisa gravada mas com muita bagagem. E agora vou trilhar um vôo solo, eu por eu. Mas, com a ajuda de vários, não posso esquecer deles, e não vou. Na hora certa mais informações.

Obs.: O segundo capítulo, também virá depois do carnaval, não perca. :)

Paz e Equilíbrio.

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Vontade

Tenho conversado bastante, e conversado pouco. Tenho me reservado, e tenho escutado e lido algumas palavras de quem sabe e vive de forma tranqüila. As últimas coisas que li que me chamaram a atenção vieram de um homem, e de uma mulher. Legal, equilibra.

Sábio 1 disse:

- Você as vezes se deixa contaminar, essa parada é veneno.

Legal, é isso mesmo, não quero pra mim. Vou vigiar.

Sábio 2 disse:

- Está tudo em nós, tristeza alegria, está tudo em nós.

Concordei em partes, mas concordei mais que discordei. Muito mais.

Desde os primeiros contatos senti coisas boas neles. Nada de muito complexo nem de busca da resposta do porque disto. Senti e pronto, bom sinal. O que o Sábio 1 me disse, eu já pensava, mas na maioria das vezes não vigiava. O que o Sábio 2 disse foi que me fez pensar muito até dormir. Sua feição é suave, mas ele já me havia dito que era um ser complexo e que não poderia compara-lo a nada, que não lhe encaixasse no rol do “todos”. Depois desviamos o rumo da prosa, demos algumas risadas e o cansaço nos fez querer descansar, natural. Atividade na mente incessante. Ainda preciso de tanta coisa. Organizar melhor esses pensamentos, e controle da ansiedade. Irei conseguir. Depende de quem? Mais uma vez: de mim, se eu quero e num vou atrás apenas o querer não resolve. Não irão atirar do céu. Tenho que ir buscar. É como estar de bode no sofá domingão depois da lambreta vendo um jogo na TV. Bateu aquela sede ne? Massa. Se eu quero beber água e não vou em busca dela no filtro, a sede apenas irá aumentar com o passar do tempo. Então, quanto antes eu tirar o corpo do sofá e partir em direção à cozinha em busca da água, melhor.

Acho que por aquí, ta bom.

Paz e Equilíbrio.

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Primeiro capítulo.

Percepções, aprendizado, verdade, mentira, vida, felicidade, teatro, cinema, futebol, basquete. Malandragem, otarice, autenticidade, hipocrisia, observação, julgamento, prazer, desprazer, piada, drama, realidade, ilusão.

O que eu vejo quando algo olho? Algo, alguém? A realidade, a espiritualidade, a superfície, o que eu vejo? Quando eu era guri, em alguns momentos eu via algo lindo, e o sorriso abria fácil. A partir de outros momentos eu via algo sujo, claro, mudando os objetos de observação. E ficava com vontade de descer a madeira, arrebentar mermo. Que coisa horrível Sereno!!!! É? Você nunca teve essa vontade? Beleza então, deves ser um santo ou santa. Por muitas vezes fui arrebentado, batizado, punido, física e psicologicamente. Algumas vezes, eu mereci, eu não entendi e tentei, paguei pela coragem, não pela covardia. Mas já fui covarde, muito covarde, nos inúmeros momentos em que decidi fugir da realidade e me entregar a tristeza, a depressão queria me pegar, e eu num saia fora, mas nem percebia, achava que era apenas um fraco, um zé, um otário vivendo fantasias, deslumbrado com elas. Achava que a autenticidade estava apenas nos meus heróis, não em mim, o mais errante. Questionava que nem Brown em Fórrmula mágica da paz: “Que mundo é esse, que porra é essa, onde tá Jesus!?”.

Lembro de algumas passagens na infância em que eu me perguntava: Porra, pra que merda foi que me trouxeram a esse mundo? Eu to cansado de ser humilhado. E sempre descontava essa raiva nas pessoas erradas. Queria o amor de quem me odiava, e não valorizava o sentimento de quem realmente me amava. Num era cegueira, é que eu queria ser amado por todo mundo, inocência, ingenuidade, imaturidade. Prolonguei essa imaturidade durante anos, atravessou a adolescencia, atingiu a fase adulta. No filme Ouro Branco, um dos personagens principais, numa conversa confidencial com seu melhor amigo, diz que num abandona o jogo em que se envolveu por conta do amor. Que o amor das pessoas para com ele é o que o mantinha alí. Amor. O que é amor? Como conseguiriamos enxergar o amor? Em seres humanos tá difícil enxergar amor. Porque? Seres humanos são humanos, eu sou um, você leitor, é outro, eu busco me conhecer e nessa busca vou decifrando-me, se tu fazes o mesmo, aos poucos tua inocência vai dando lugar a “malicia”. Não é necessário apenas se conhecer, é necessário saber admitir o que não está legal e ter vontade de mudar. Essa busca, essa vontade, a ação, a atitude, se tornam ciclos, ciclos de prática e aprendizado, prática e erro, continuamente. As vezes o choque é feroz, mudar a realidade percebida e praticada é foda! Quando está puro e “cego” os medos bobos são maiores que os medos do mal real. Aquele mal que é invisível, aquele mal envolto em perfumes, em abraços confortavelmente desaconchegantes, em sorrisos límpidos ensaiados. Nos convites. O lobo em pele de cordeiro. Poutz, da raiva!!!! E o pior é não saber o que verdadeiramente o lobo quer de você, e quem é a porra do lobo. Sozinho eu sou agora o meu inimigo intimo. Eu amo mermo, amo mermo! Por isso que odeio mermo! Decepção traz ódio. E é desse ódio que me desfaço nas linhas dos meus textos, nos babas, nas nadadas, quando pego o microfone e não me importo com minhas cordas vocais nem com os possíveis erros da letra e largo o verbo até as veias do pescoço ganharem destaque junto com o olhar. Aí da pra sentir o amor, minha cadela me ama. O cara que me deu ela me disse: cuidar de cadela é melhor, ela se apega mais, cuida mais do dono. Eu tava precisando desse cuidado. Primeiro porque não estava me amando. Segundo porque não estava enxergando o amor dos meus por mim. Os olhos dela são puro amor, num tem como num me desmanchar quando ela me vê num dia ruim e me olha com piedade pedindo pra se aproximar e ganhar um afago. Não nego, ela não fala, ela não sorri com os olhos imóveis como um boneco, apenas se aproxima, se deita e me cutuca, num preciso de mais nada depois disso. Gangsta Rap Made Me do It, nesse som Ice Cube demonstra todo o seu amor pela causa. O maluco é milionário, rapper, ator, diretor o escambau, num precisa provar mais nada pra ninguém, sempre foi considerado o melhor letrista da banca do NWA. Quando o mundo inteiro questionava o que havia acontecido com o hip-hop o maluco me lança um single nesse naipe. Será que o cara fez isso por grana? Por fama? Por moral? Ele já tem isso tudo há quase duas décadas. Mas o gueto num saiu de dentro do cara, é um guerreiro, é uma luz pra nós, respeite! Por trás dessa cara de fera, existe amor. Isso não é música, é lixo, as letras não tem conteúdo, blá, blá, blá, blá. Degradam a comunidade, blá, blá, blá, blá. Aconteceu lá, no berço, aconteceu aqui. Lá com o rap, aqui, com o rap, com o pagode, com arroxa, com qualquer manifestação independente de cabresto. Quem inicia essa movimentação toma whisky 12 anos como se bebe água. Mora em bairros “nobres” (nobre porque?) estuda onde a maioria não teve oportunidade nem de entrar. Se tornam os formadores de opinião e nos odeia. Mas finge nos amar com sorriso fabricado pelo seu dentista, com seu hálito puro, perfumado com toda a artificialidade do seu discurso. Relatos da invasão os chama de artista de praça. Quando eles percebem a impossibilidade de parar a cultura dos becos, dos bares, das casa humildes, eles tentam comprar. Claro, pra quem nunca teve nada, ter um carro, uma casa, a mulher que passa na propaganda de cerveja é como ser convidado a morar definitivamente no paraíso. Cobrar erudição em que “estudou” a vida inteira nas instituições de ensino públicas é um pouco escroto demais. Cobrar tranqüilidade de quem vive apavorado com a violência que eles ajudaram a expandir vendendo sonhos impossíveis de serem realizados pela maioria, é um pouco hipócrita demais. Sim, existe poesia, existe swing, existe verdade, existe originalidade, tanto é que os filhos deles nos imita. São seduzidos pela nossa arte, o bagulho se inverte, eles produzem filmes que vendem ilusão e criam personagens caricatos de nós, uns comem a pilha. Outros não e seguem adiante fazendo arte da alma. Essa arte chega nas ruas, seus filhos se encantam com ela e levam essa arte pra dentro de suas casa, vixi, enfurece os bico. Mas o pior é a intenção, esses vermes tentam nos colocar uns contra os outros, e por muitas vezes conseguem. Eles são detentores dos meios de comunicação mais vistos, ouvidos e lidos. Nos julgam o tempo todo e nos concordamos com as suas sentenças. Mas a maioria das vezes o sistema que eles criaram são a causa, as ações negativas ou desesperadas são as conseqüências. E eles se divertem com isso. Alguns dos seus filhos se divertem de forma mais explícita, xingando a gente de animal, queimando os descendentes legítimos da terra, etc. Na real eu já tive vontade de tocar o terror, de ser terrorista, de devolver a eles o que eles dão pra nós. Mas o amor num deixa. O amor me retira esses pensamentos da cabeça, e não permite que o nível de revolta extrapole a fronteira da civilidade (as vezes, sou humano como você). Aí vem a merda da censura, se você fala, escreve, rima, canta o que pensa no Brasil, é bom se preparar. Porque vai vir chumbo de tudo que é lado. Do cara que não te entende e acha que você é aquela caricatura de socialista dos filmes dos anos 80/90 que passavam mil vezes na sessão da tarde. Os que te entendem e vêem você como ameaça (e você é mesmo uma ameaça) a seus interesses sórdidos. Do invejoso que num consegue se desfazer de sua vaidade e somar esforços. Do frustrado que sofre dos mesmos sintomas do tipo anterior. Aí primo, tem que ter pra trocar. Tem que ter muita idéia e sangue frio em determinados momentos. Porque como diz Marcão. Vagabundo vai testar, pra ver se noiz é digno. Se perder o equilíbrio perde ponto, e eu sei do que estou escrevendo.

Mas nem tudo são espinhos, tem flor também nessa parada. Quem é vai entender as tuas palavras, a tua cara fechada quando você num tem motivos pra sorrir, e não se rende ao riso forçado pra agradar nenhum perdido. Vai sentir que cada sílaba faz sentido quando ela vem de pensamentos fundamentados e abençoados. Vai sentir a tensão da rimas pois elas são frutos desses momentos. E vai sentir a alegria das mesmas quando elas refletirem felicidade. Então irmão, você ta fazendo com amor? Tá fazendo a sua verdade? Vai sem medo de errar, uma das técnicas que to utilizando agora aprendi lendo o encarte do novo disco do D2. Escrevo, guardo, depois volto e leio tudo de novo. Pra não cair no risco de escrever por instinto e não ser claro. Por muitas vezes no passado escrevi coisas que depois eu nem sei porque escrevi. Que faziam sentido apenas no momento da escrita, ou seja, não eram clássicos, não eram atemporais como as músicas do segundo cd de Gabriel O Pensador. intitulado: Ainda é só o começo.

Bom, esse post é apenas o primeiro capítulo, ele será dividido em não sei quantos, valeu por chegar até aqui.

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Rapidinha

Nem vou revisar o texto. O careta preconceituoso me olha e torce a cara, consequencia do que ele sente. Sente por ele mermo.  O frustrado queria ser como nós mas não tem coragem. Então se morde a cada passo pra frente, acusa de coisas que ele sabe que não faremos, mas quer nos lenhar de qualquer jeito.

E no final das contas, andamos a passos largos em direção a felicidade. Eles deveriam fazer o mesmo, mas preferem odiar e comer pilha. Cada um escolhe de que maneira quer viver. Eu escolhi essa.

obs: revisei o texto, escrevi uma palavra super errado, nem dava pra deixar passar…rs.

Paz e Equilíbrio.

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Demorou…

Sempre que ele me via na rua me falava:

- Man, temos que gravar uma parada juntos.

E eu respondia:

- Possas, é só chamar.

E ai o cara me aborda há uns dias atrás no msn, parecendo adivinhar que entrei em processo produtivo de novo.

- Pega essa base aí mão, a idéia é tal, pá, pum, pererê caxinha de fósforo..

E a net do maluco caindo por segundo, a base num chega, só que a noite a estória foi outra. Então volta um pouco a fita e toma aí.

Domingão,

de novo: baba, limpar as parada e cozinhar, banho no cachorro, trançar cabelo, e aí, já no final da tarde enfim, sentado na cama recebo o beat. Beat foda. Peço a letra, ele me manda sua parte. Saquei a idéia, ele me explica a levada e os ganchos, e aí? Demorôu. Depois de chegar do rolé familiar (Luciano e família + Fabinho, +refrigerantes e caranguejos lá em Pascoal) esse foi o presente. Foco na base, faço o flow antes da letra. Gostei do resultado. Demorô. 01:33 a minha parte tá pronta. Logo mais, uma parada foda viu. Dois loucos de free. Numa jornada de pista, gosto dessa onda. Valeu pelo convite, demorou!

Agora vou colcoar Steve Wonder e dormir.

demorô!

demorô!

Paz e Equilíbrio.

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00:31

Eu vi a felicidade na cara dos maluco. Vi mermo. É só tratar como eles devem ser tratados. Como você gosta de ser tratado, você num se acha importante? Então, eles também são, e se ligue, talvez eles contribuam muito mais que nós nessa missão.

- Caralho parceiro, quando rolar um som me chame que eu vou mermo.

Claro que eu vou chamar. Os olhos dos cara tavam brilhando, brilhando mais que minha corrente de prata depois que eu passo pasta de dente. Eu queria escrever hoje, não sabia o que, mas precisava. Tô naquela fase, que tenho e devo dar vazão a todo tipo de pensamento. Pensado, polido, não tem mole pra quem quer ser inimigo. Porque na real, nem sei se tenho inimigos, quem quiser ser, vai dar murro em espelho.

importante,

As ruas vigiam, é assim que é. Num é o ideal, mas assim que é, e é assim que tá. Alguns vigilantes são apenas isso, vigilantes.

Tão nem aí pra o que o alheio faz, desde que não invada seu terreno ou lhe cause algum problema. Outros estão sempre a espreita, vacilou perdeu. Perdeu a dignidade, perdeu o dinheiro, perdeu a moral, num importa. Vacilou, a depender do vacilo, perdeu. Então, mesmo com sono, olha lá hem? Olha lá onde tu vai recostar tua cabeça pra dormir. Tua casa é o lugar mais seguro. A real é que a rua é de ninguém, é uma passarela, é a moradia dos desprovidos do vil metal, é o deposito de mágoas, é o palco de artistas das mais diversas vertentes da arte e intenções artísticas. É mutável. A rua parece uma mulher, oia que troço louco me veio a cabeça agora. Tem rua compreensiva, tem rua ciumenta, tem rua estilo mãe, que perdoa seus filhos por mais errantes que sejam eles, tem rua gostosa, tem rua derrubada, tem rua tentadora, tem rua que nego num quer ver nem a pau, a rua é feminina? Se for, to ainda mais apaixonado por ela, mas no momento: to em casa. Mas, vai ser nelas, no conjunto de ruas que formam bairros, que o rap vai ter sua guarida, quem passa nesse vestibular, começa a se preparar, porque a universidade tem ela também como uma das disciplinas, e umas das disciplinas importantes. Os caras nos states, os cara na França, os cara em Porto Rico, não ganharam bolsas de estudo, pagaram pra entrar e hoje são professores. Cada um foi em busca do que quis: carros, moral, conhecimento, fama, conduta, ecoar seus anseios, multiplicar a platéia, disseminar pensamentos, engajar gente em determinadas causas, etc. Mas, chegaram onde chegaram por terem aprendido,alguns até que não, a grande maioria sim, passou pelos testes e provas desta escola. Então, faz como dimak, treina no subsolo, pensa positivo, segue com calma, e se prepara pra dar aula. Mas…, deposita algo na conta da cultura hip-hop. Deposita amor parceiro.

Paz e Equilíbrio.

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